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5 de março de 2010 às 13:25 com as tags

Redução de jornada inviabiliza pequeno comércio, diz CNDL

A proposta de Emenda Constitucional (Pec) para redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não está sendo bem recebida pelo comércio. O presidente da Confederação Nacional dos Diretores Lojistas, CNDL, Roque Pellizaro Jr. disse que essa redução afeta diretamente o pequeno empreendimento comercial, que é a base do atual modelo de varejo no país. O Brasil tem que decidir se quer um varejo capilar, baseado na micro e pequena empresa, ou um varejo concentrado em grandes corporações. A aprovação dessa PEC significa dizer que o Brasil não quer o atual modelo , acentuou. Segundo ele, se o pequeno comércio, que tem em média dois funcionários, precisar contratar mais uma pessoa, isso irá representar uma elevação de 33% no seu custo de pessoal, É um aumento insuportável para uma atividade que é extremamente concorrida , justificou Pellizzaro Jr. Ele lembrou, ainda, que tal medida nem deveria ser tema de emenda constitucional, já que as questões trabalhistas podem ser discutidas e negociadas com os sindicatos dos trabalhadores. Os sindicatos vão perder a razão de existir , assinalou.

Considerando que o tema está sendo tratado de forma demagógica e eleitoreira, o líder empresarial observa que a Confederação vai estar acompanhando de perto essa questão.

Candidatos

De acordo com Pellizzaro Jr.,o movimento lojista não vai defender candidato A ou B e sim a melhor proposta para o setor, o que está relacionado à manutenção do atual modelo de varejo, sustentado pela micro e pequena empresa, sem essa voracidade que se vê pela formação de grandes conglomerados , como vem ocorrendo com o setor de telefonia, bancos, agroindústria e também na atividade comercial. Prevendo uma séria de reuniões para discussão da pauta a ser encaminhada aos candidatos, Pellizzaro diz que o setor vai defender macro metas, trabalhando de forma mais abrangente. Nossa defesa é garantir a igualdade de competição, de maneira que o pequeno possa se manter no mercado; o que envolve atuação dos cartões de crédito, legislação dos shoppings centers, legislação trabalhista, modelo de legislação que permita a existência das cooperativas de compra, flexibilização de impostos regulatórios, como imposto de importação, possibilitando que as micros também possam recorrer a importações, quando conveniente. listou.

Reconhcendo que até agora só se tem informação de programa da pré-candidata do PT, ministra Dilma Roussef, o presidente da CNDL disse que está atento ao que sai na imprensa. O que nos preocupou no discurso da ministra Dilma, nos discursos do PT, naquela Convenção que lançou a ministra como pré-candiata, foram certos posicionamentos que levam à concentração da economia e à fragilidade da iniciativa privada,o vai contra o interesse do varejo brasileiro e fez acender uma luz amarela no empresariado do setor , finalizou.

CARTÕES DE CRÉDITO

Guerra às administradoras

Não é de hoje que o varejo trava embates com o setor de cartões de crédito. O motivo principal é o alto custo imposto pelas administradoras. Algumas vitórias já são contabilizadas, como a unificação das máquinas para processamento das vendas por cartões, que passa a vigorar a partir de julho, retirando do mercado metade das quatro milhões de unidades que ocupam os balcões do varejo. Isso deve gerar uma economia de cerca de R$ 200 mil por mês de aluguel desses equipamentos. São R$ 2,4 bilhões no ano que vão deixar de sair da atividade comercial , comemora o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Jr. À frente das negociações com o setor de cartões de crédito, a CNDL quer, agora, que as administradoras encolham os valores cobrados pelas taxas de administração, ligação, fornecimento de saldo e tantos itens que, por vezes, chegam a representar até 10% do preço da mercadoria. Nesse sentido, a CNDL faz um alerta aos varejistas. Não é o momento de formalizar contratos de fidelidade com nenhuma operadora; a cocorrência vai aumentar e os preços devem cair no geral , acredita Pellizzaro Jr. A próxima batalha será pela diferenciação de preço na venda à vista e na de cartões, o que hoje é proibido por lei.

Imagem da capa: Google Imagens

Fonte: Associação dos Jornais do interior de Santa Catarina

 

 

 

 

 

 

 


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