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3 de agosto de 2009 às 17:05 com as tags desenvolvimento, mercado, riscos
por Rosangela Bacima
Empresas são o motor da sociedade. De qualquer porte, movimentam a economia, geram empregos, criam tendências, promovem desenvolvimento, têm seu papel e um espaço único na vida da sociedade. Como conseqüência dessa atuação, da estratégia que adotam, da qualidade dos seus produtos e serviços, têm lucros para remunerar o investimento dos seus acionistas, reinvestir, desenvolver novas tecnologias, crescer, gerar novos empregos, trazer benefÃcios para seus negócios e dar uma contribuição efetiva para a sociedade.
Empresas assim são sustentáveis, são de outra “qualidade”, têm em sua essência algo que provoca admiração do mercado e orgulho de quem pertence aos seus quadros. São duradouras, dinâmicas, competitivas, lucrativas, éticas e responsáveis. Têm um valor real porque contribuem de fato com a sociedade, encontrando na sustentabilidade o ponto de partida para construÃrem sua perenidade.
Sustentabilidade é uma palavra da moda. Estampa capas de revistas, está em matérias e cadernos especiais de jornais, mesmo em momentos de crise, em que a ordem é sobrevivência. Sustentabilidade é o novo cenário, é uma mudança que já está aÃ. Há confusões quanto ao significado, mas todos ao menos intuem que o tema é importante, ligado à manutenção e continuidade da vida e do trabalho, em condições saudáveis.
Sustentabilidade é uma causa coletiva que interessa, e muito, às empresas. As mais arrojadas e inovadoras já perceberam que ela privilegia o sucesso do negócio em longo prazo. Suas metas buscam os melhores resultados econômicos integrados aos interesses sociais e ambientais.
Assim, sustentabilidade é um jeito de conduzir o negócio e tomar decisões com base em três dimensões: econômica, ambiental e social. O desempenho econômico das empresas será melhor quanto mais integrado às duas outras dimensões.
Com a proposta de sustentabilidade incorporada ao negócio, as empresas fazem um grande movimento a favor do sucesso: o seu próprio, dos seus funcionários, fornecedores, clientes, da comunidade onde ela atua, da sociedade como um todo.
Sustentabilidade é, assim, inovação, diferencial de posicionamento e competitividade, e como traz resultados e benefÃcios para o negócio e também para a sociedade, é um verdadeiro ganha – ganha.
Na prática, integrar aspectos econômicos, ambientais e sociais diminui custos, principalmente futuros, reduz riscos, evita desperdÃcios, melhora relacionamentos e gera lucros. É atitude, estratégia e inovação das empresas, dá resultados concretos e se traduz em práticas e processos de trabalho.
Sustentabilidade é um objetivo para qualquer tipo de empresa e está no centro do negócio. Não precisa deixar para depois ou esperar que outras prioridades estejam resolvidas para então pensar a respeito. O momento certo para implantar é agora. Os benefÃcios serão reais e crescentes.
Tudo isso, porém, é uma questão de decisão, é começar para ver. Aà vem o primeiro impasse: como começar?
Sem a pretensão de estabelecer uma cartilha ou uma sequência de passos, todos estes são fundamentais:
Mesmo correndo o risco da obviedade, é preciso afirmar a importância da liderança na efetividade da estratégia de sustentabilidade das empresas. Se quem decide não tiver esta visão ou não estiver convencido do valor para o negócio, tudo isso não irá passar de ideologia ou de idéias acadêmicas de pouca utilidade prática.
Ao contrário, com uma mentalidade antenada com a evolução da sociedade, conscientes do atual papel das empresas no mundo e ainda, com sua crença na proposta da sustentabilidade, empresários e executivos de vanguarda irão comemorar algo ainda visto por muitos como inconciliável: resultados e benefÃcios para o negócio ao lado de resultados e benefÃcios para a sociedade e o ambiente.
No final, a “receita” é simples: ética, negócios sustentáveis, sucesso e longevidade.
Rosangela Bacima é consultora da Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br) e sócia-diretora da RB – Responsible Business – Consultoria em Gestão Sustentável
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