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3 de agosto de 2009 às 17:08 com as tags cndl, finanças, impacto
O impacto do amplo trabalho da Frente Parlamentar do Comércio Varejista (que conta com 203 deputados e 31 senadores) em defesa da regulamentação da indústria de cartões de pagamento traz ao conhecimento do público não só a falta de competição e eficiência no setor, mas também o descaso das administradoras e suas representantes. “Convocadas diversas vezes para debater o assunto no Congresso, não compareceram. Na verdade, trata-se de duopólio. Apenas duas empresas dominam o mercado – Visa e Mastercard, cujas credenciadoras são Redecard e Visanet”, lembra o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior. A Redecard tem capital aberto e a Visanet prepara seu lançamento inicial de ações (IPO, sigla em inglês). A expectativa é que a indústria de cartões deverá estar totalmente regulamentada ainda neste ano. Caso isso não aconteça, o consumidor continuará pagando essa conta. Poucos sabem, mas a taxa cobrada pelos cartões já vêm embutida e onera em no
mÃnimo 5% cada compra do cliente.
Na semana passada, a empresa credenciadora Redecard S.A. contestou oficialmente o diagnóstico conjunto do Banco Central (BC), Secretaria de Direito Econômico (SDE) e Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE), ao divulgar fato relevante rebatendo questões importantes do documento.
No fato relevante, a Redecard afirma que “não há como prever de que forma a companhia seria afetada por eventuais leis ou regulamentos editados com base em tal diagnóstico”. Diz também que “a participação do acionista controlador Itaú Unibanco é de 50,01%, aproximadamente, do capital social; que não é credenciadora exclusiva da bandeira MasterCard”. Todas essas informações constam do documento do BC, apresentado em audiência pública desde o dia 1° de março. A Redecard acabou se confundindo na explicação. Apesar de negar o contrato de exclusividade, foi obrigada a admitir ser, de fato, a única
credenciadora da MasterCard no Brasil.
O senador Adelmir Santana (DEM-DF) já fez quatro projetos desde 2007 (tramitando no Congresso). Ele entende que o setor sempre foi autorregulado e precisa sofrer forte intervenção do Estado. Dos quatro projetos, o 213/2007, arquivado na Câmara, permite preços diferenciados na venda de bens ou na prestação de serviços pagos com cartão de crédito em relação ao preço a vista.. Este projeto foi transformado em emenda da Medida Provisória 460. Os outros projetos são o 677/2007 que dispõe do compartilhamento da infraestrutura dos cartões; o 678/2007 classifica de instituições financeiras as empresas de cartões; e o 680/2007 proÃbe cláusulas de exclusividade entre bandeiras e adquirentes.
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