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8 de março de 2010 às 13:36 com as tags

Especialista ensina como equilibrar as finanças pessoais

Cerca de 60% dos brasileiros estão endividados. São mais de 100 milhões de pessoas com algum tipo de prestação a pagar, segundo dados do Instituto de Educação Financeira (DiSOP). O marketing publicitário incisivo e a facilidade atual para adquirir crédito (as famosas prestações a perder de vista) são os principais estimuladores deste cenário de dívidas, segundo o terapeuta e educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente do DiSOP.

Autor dos livros Terapia Financeira e O menino do Dinheiro, publicado pela Editora Gente, Reinaldo esteve ontem na capital para uma palestra na 15ª Convenção de Vendas da Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Estado de Goiás (Adag). O grande erro que leva ao endividamento é que o brasileiro não consegue desenvolver suas prioridades de vida , disse o Reinaldo a uma plateia de 2,5 mil vendedores, que lotou o Centro de Convenções.

Ele explica que são quatro os pilares para conquistar uma real independência financeira. O primeiro é fazer o diagnóstico das finanças da família: qual a renda, quanto se gasta, o valor das dívidas e o total de dinheiro já poupado. Feito isso, é hora de listar os sonhos. Se é um notebook, por exemplo, é preciso saber qual o valor desse aparelho, em que prazo se quer obtê-lo e quanto de dinheiro é preciso guardar por mês para chegar ao objetivo.

Em seguida, explica, deve-se visualizar o orçamento, para saber quais as condições e possibilidades de dar prosseguimento aos planos e colocá-los em prática. Por fim, é preciso guardar de alguma forma uma quantia de dinheiro, seja na poupança ou em aplicações mais rentáveis.

Nesse caso, vai depender de quanto tempo se pretende aplicar. Se for um investimento a longo prazo, bolsa de valores, previdência privada e títulos do governo são boas opções , exemplifica.

Perfil

Para o educador financeiro, existem ainda três tipos de situação financeira: a dos endividados (que gastam mais do que ganham), a dos equilibrados (não têm dívidas, mas consomem toda a renda mensal) e os investidores, que é o ideal de consumidor.

Segundo Domingos, isso não depende do salário que se ganha, mas como se gasta o dinheiro: até quem recebe os maiores salários pode ter o orçamento descontrolado. Este é um problema de várias gerações , avalia.

O presidente do DiSOP lista duas maneiras de combater este cenário: inserir a educação financeira no âmbito das empresas, por meio da sensibilização e conscientização dos trabalhadores da melhor forma de utilizar o dinheiro; e nas escolas, como disciplina da grade curricular e capacitação de professores, de forma a atingir profissionais, pais e toda a comunidade escolar.

Panorama

A dívida total dos brasileiros, conforme balanço do Banco Central (BC), alcançou os R$ 555 bilhões no final de 2009, relativas a cheques especiais, cartões de crédito, financiamentos bancários, empréstimos para compra de veículos e imóveis, além de crédito consignado.

Isto representa quase 40% da renda anual da população, incluindo os recursos pagos pela Previdência Social.

Pelos cálculos do SPC Brasil, no final do ano passado, 7,8% dos consumidores estavam em atraso com seus compromissos até a data do vencimento são os chamados inadimplentes.

Fonte: O Popular

 

 

 

 

 

 

 


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